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Entenda porque é importante viver o luto

Entenda porque é importante viver o luto

A perda de uma pessoa querida é um dos momentos mais difíceis e dolorosos que enfrentamos. Essa dor faz com que algumas pessoas busquem maneiras de ‘burlar’ os sentimentos causados pelo luto. Outras, acreditam que estar de luto é um problema e que, necessariamente, devem buscar ajuda profissional.

Mas o luto é um processo natural que todo o ser humano passa e é fundamental para a aceitação e adaptação à nossa nova realidade. É preciso entender que temos nosso próprio tempo e maneira de lidar com esse sentimento, ainda que existam estágios comprovados e métodos recomendados.

Se você achar realmente necessário procurar ajuda, isso não é um problema; a extensão do luto depende também da estrutura emocional de cada pessoa. O importante, e o que queremos te explicar hoje neste artigo, é que tentar burlar esse processo natural e inevitável da vida pode tornar a situação ainda mais grave.

Quer entender melhor a importância de viver o luto? A Pax Nacional preparou este artigo para te ajudar com este assunto tão difícil. Continue com a gente.

Por que é importante viver o luto?

Como já dissemos aqui, o luto é um processo natural pelo qual todos os seres humanos irão passar pelo menos uma vez na vida. Nós podemos atravessar esse período em qualquer âmbito, seja ele pessoal, profissional, social ou familiar.

Não estamos acostumados a encarar os sentimentos ocasionados pelo luto porque existe um tabu em torno da morte. Lidar com o fim é realmente difícil, não é a toa que esse é um tema tão recorrente dentro de crenças e religiões; todos queremos um alento, uma resposta para a incerteza.

Além disso, por questões profissionais e sociais, a nossa cultura muitas vezes exige que a gente “retome a vida” o quanto antes. No entanto, viver o luto demanda tempo. A tristeza é inevitável e é necessário ter espaço para sentir a dor, chorar e entender os sentimentos ocasionados pela perda.

O problema é que quando não temos esse tempo, ou por conta própria reprimimos esses sentimentos, podemos desenvolver sérios problemas psicológicos, como transtornos de ansiedade, depressão e problemas psicossomáticos (situação que envolve a mente e corpo, quando seu estado mental e emocional afeta a sua saúde física).

É a partir do luto que ressignificamos e reorganizamos a vida. Ele nos obriga a encarar os estágios naturais da vida e amadurecer. É difícil e pode demorar, mas você deve se permitir sentir a dor, pois ela só irá passar depois do entendimento de como conviver com a ausência de alguém querido e da compreensão da necessidade de seguir a vida.

Luto normal e luto patológico

O luto normal, tema deste artigo, é inerente à perda. Sentimos tristeza, ansiedade, solidão, talvez até mesmo culpa. Naturalmente esses sentimentos tendem a passar depois que conseguimos reorganizar as nossas vidas e aceitar que a perda é um processo pelo qual todos iremos passar.

Se esses sentimentos e reações levam muito tempo para passar (mais de um ano, por exemplo) e dificultam as atividades básicas do dia a dia, você pode estar passando pelo o que chamamos de luto patológico.

Nesse caso, os sintomas são menos comuns e muito mais graves. Pensamentos suicidas, tendências ao isolamento social, consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou outras substâncias, necessitam de tratamento profissional e especializado.

A terapia com psicólogos é sempre bem-vinda, até mesmo quando o luto não evoluiu para o estado patológico. O profissional auxilia na vivência dos estágios do luto desde ensinando a lidar com os sentimentos, como ajudando com questões práticas, como se desfazer dos pertences do falecido e a criar uma nova rotina.

Quais são os estágios do luto?

Repetimos que cada pessoa tem o seu tempo natural para lidar com questões de perda. No entanto, a psiquiatra Elizabeth Kubler-Ross desenvolveu 5 etapas pelas quais todos passamos (independente de quanto tempo demore para passar de uma etapa a outra). Confira:

Negação

Essa é uma fase perigosa e está diretamente relacionada com o que temos falado durante este artigo. Nessa etapa a pessoa que sofreu a perda tenta se afastar dessa realidade a todo custo.

Muitas pessoas reprimem seus sentimentos e fingem levar uma vida normal em uma tentativa de enganar a si mesmo e assumir que nada está acontecendo.

Raiva

Nessa etapa surgem sentimentos de revolta, sentimentos de que estamos sendo injustiçados. Uma reação agressiva e amargurada é completamente natural.

Também é muito comum o sentimento de culpa e a culpabilização de terceiros: o médico do falecido, Deus ou até mesmo o próprio falecido.

Negociação

Intimamente a pessoa faz negociações para que tudo volte a ser como era antes. Muito comum entre pessoas religiosas, essas negociações normalmente são feitas com Deus.

É também uma fase de ilusão. A barganha é feita com a crença de que está tudo sob controle.

Depressão

A etapa da depressão costuma ser a mais longa, pois demanda mais atenção e o sentimento é mais profundo.

É aqui que o indivíduo entende que não tem controle da situação, a morte é inevitável. Sentimos profunda tristeza, desamparo e desesperança; sentimos que esse sentimento será para sempre e que nunca conseguiremos superar.

Aceitação

Por último, a aceitação é a etapa em que o indivíduo já consegue lidar com a dor. Ele começa a encarar a situação com mais calma e racionalidade.

Os sentimentos de tristeza e solidão dão lugar para a saudade e a gratidão. A partir daqui é possível criar um espaço para a memória do falecido e a vida começa a ser reorganizada.

Como vivenciar e superar o luto

Existem muitos rituais e crenças de diferentes sociedades que ajudam a tornar a morte mais simbólica e palpável. Eles são uma forma de despedida, de respeitar a memória do falecido e ao mesmo tempo colocar um fim a um ciclo.


Os especialistas muitas vezes recomendam se despedir também dos pertences e desprender-se da presença da pessoa querida. Guardar objetos significativos é compreensível e normal, mas não é saudável manter todos os pertences intactos, como se a pessoa fosse voltar para fazer uso.

Como já dissemos, permita-se chorar e sentir tristeza, e muitas vezes apreciar os seus momentos de solidão. Mas se você sentir que precisa de amparo, não fique com receio de pedir ajuda, seja de amigos e familiares, ou de um profissional.

Quando se sentir pronto, busque se envolver com novas atividades e criar novos laços. Não é sobre deixar as lembranças de lado e se esquecer do falecido e sim sobre seguir em frente, criando novas lembranças.

Nós esperamos que esse artigo tenha lhe ajudado a entender melhor o processo do luto. Embora esse seja um tema pesado e muitas pessoas prefiram evitar, nós devemos estar preparados para a partida assim como nos preparamos para a chegada. Aproveite para saber como a assistência familiar pode te ajudar nesses momentos.

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